F. Jaeger

A idéia de utilitarismo me assusta.

Fico em duvida ao pensar se concordo com tal teoria.

Em Watchmen, Ozymandias, aderindo a este pensamento, aplica-o justificando com a própria salvação do mundo, mas, apesar de entender sua linha de raciocínio, fico com medo de aceitar a morte de milhares (inocentes ou não) visando o bem maior.

Rorscharch diz que o mal deve ser combatido, mas seria Ozymandias tão malévolo? Afinal, mesmo tendo aplicado o mal foi em prol do bem. Esse pensamento nunca me assombrou tanto.

Como justificar tal atitude como benefíca e não maníaca? Ou seria impossivel negar a loucura desta ação?

Parte de mim concorda com a teoria, por exemplo, um pedófilo pode pagar por seus crimes na prisão, porem, ao sair, é muito provavel voltar ao hábito. Então porque não aplicar o utilitarismo nesse caso? Seria injusto tirar a vida de um ser humano para proteger uma maioria de suas atrocidades? É humano manter esse sujeito incluso na sociedade, mantendo-nos cegos ao passado, por uma minima chance de não repetirem tais açãos?

Mas parte de mim evita aderir certo pensamento por medo de tornar-me um “monstro” combatendo outro “monstro”.

Como julgar o mundo?

Como aceitar o certo quando há uma linha tênue entre o atroz e o afavel?

Se o julgamento pode ser negativo independente da escolha, porque torna-se tão dificil sujeitar-se a uma vontade e a uma aplicação mais simples?

Talves o medo das sombras nos impeça de escolher um caminho exato.

O “lobo” distancia-me de uma decisão…